ALIMENTAÇÃO E A PANDEMIA

Fabiana Jarussi –Nutricionista (CRN 11217)

 

                                                 Nunca falou-se tanto sobre a importância de hábitos de vida                                                             saudáveis como nessa temporada de pandemia. E dentre esses                                                       hábitos, a alimentação tem papel muito importante.

 

A alimentação envolve muitas escolhas que vão além de comer para “matar a fome”. A escolha adequada dos alimentos fornece uma nutrição adequada ao organismo. Ou seja, é fonte de nutrientes importantes para manutenção e recuperação do organismo.

 

Viu só como ela influencia nossa saúde? Mas muitos não sabem como manter uma alimentação saudável ou acham que nutrir adequadamente o organismo implica na escolha de alimentos caros e suplementos alimentares.

 

Na verdade, nutrir o corpo da maneira adequada nada mais é do que inserir na rotina alimentos de “verdade”: alimentos frescos, como frutas, legumes, verduras, grãos diversos, oleaginosas (castanhas), tubérculos, raízes, carnes magras e ovos.

 

Esses alimentos fornecem os nutrientes que precisamos como fibras, vitaminas, sais minerais, proteínas de alta qualidade e compostos bioativos que nos ajudam a prevenir várias doenças e manter o equilíbrio do organismo e aumentar a imunidade.

 

Alimentos ultraprocessados devem ser evitados, especialmente em uma época de pandemia onde temos que ter cuidado redobrado e atenção com o nosso sistema de defesa.

 

Esses alimentos são ricos em calorias, sal, açúcar, aditivos químicos, corantes, conservantes e gorduras que não fazem bem ao nosso organismo. Assim, esses alimentos aumentam o risco de deficiência nutricional, além de facilitarem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas. Hoje sabemos que essas doenças podem agravar o quadro dos pacientes com COVID-19. Portanto fuja deles!

 

Exemplos de alimentos ultraprocessados são enlatados, embutidos, preparações prontas e congeladas pela indústria, preparações instantâneas, refrigerantes, salgadinhos de pacote, gelatinas industrializadas, refrescos em pó, temperos prontos, macarrão instantâneo, biscoitos recheados, etc.

 

Normalmente são os alimentos prontos ou quase prontos desenvolvidos pela indústria alimentícia. Já ouviu aquela frase “Desembale menos e descasque mais”? Pois é, nunca esteve tão na moda...

 

Assim, a dica é investir em alimentos in natura e preparações caseiras como sendo as melhores opções para nutrir adequadamente o corpo. Sem precisar gastar rios de dinheiro, como alimentos da safra, frescos e que compramos em qualquer feira ou hortifrúti.

 

Mas Nutri, eu não tenho tempo.... Realmente, mesmo com o ritmo mais desacelerado pela pandemia, o relógio não para e o tempo voa. O que fazer? Correr abrir um pacote, já expliquei que não é a solução.

 

Outra dica é planejar o preparo das refeições. Faça porções maiores e congele para dias mais corridos. Algumas preparações que servem como base também podem ser congeladas em pequenas porções, como molhos, vegetais cozidos, carnes refogadas, etc.

 

Os legumes e hortaliças duram mais tempo se utilizarmos a técnica de branqueamento. Para isso, após a higienização, mergulhe-os em água fervente por 2 a 3 minutos e logo em seguida coloque-os em um recipiente com gelo e só depois congele.

 

Frutas já podem ficar higienizadas na geladeira, assim como folhas e hortaliças.

 

Abaixo, coloco o tempo médio de armazenamento de alguns alimentos de acordo com o local onde eles foram acondicionados:

GELADEIRA:

Carnes cruas – 1 dia

Carnes cruas temperadas – 1 dia

Pescados cozidos – 1 dia

Demais carnes cozidas e comida pronta – 3 dias

 

CONGELADOR:

Comidas prontas caseiras – 10 dias

FREEZER:

Comidas Caseiras prontas – 30 dias

Carnes cruas – 10 dias

Fonte: Ministério da Saúde

Assim, a busca pela nutrição do corpo deve ser planejada todos os dias, especialmente na pandemia.

Para orientações e cardápios personalizados, consulte sempre um Nutricionista. Lembre-se que cada organismo possui necessidades específicas e o que é bom pra mim, pode não ser para você.

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